A onda vermelha…

Aconteceu em Curitiba numa marcha atrevida.

Meia dúzia de uma gente pálida,
que nos assistia,
do alto de suas varandas,
no âmago da própria hipocrisia.
Aquilo que encomodava
era exatamente o que essa gente via,
a marcha da resistência,
a contumácia de um povo que não se abatia.

Era a onda vermelha surgindo
Não haveria clemência
Sua indiferença seria afogada
por um tsunami de subversão e resiliência.
E eis que a sua republiqueta,
agora tomada numa enorme inundação,
tornarva-se uma terra rebatizada
capital da resistência e da revolução.

Diante de tanto atrevimento
restou para aquela gente acuada e perdida
do alto de seus apartamentos,
minha casa minha vida,
pegar suas panelas para bater.
Ainda não se sabe se era protesto
ou se era apenas saudade,
saudades do governo do PT.

Caio Magalhães – olulista

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