NOVA TEORIA DA CONSPIRAÇÃO! ISSO É UMA OBRA DE FICÇÃO

“Já pensou se tudo que a gente sabe sobre o dia da facada estiver errado? Não, não estou falando que a facada foi mentira. A facada aconteceu e você não faz ideia de quem pode ter sido o responsável. Segue a thread:
Adélio, que era de Montes Claros, passou a viajar pelo Brasil no ano de 2018. Coincidentemente, um ano eleitoral. Chegou a trabalhar em dois estabelecimentos em Curitiba. Tinha um ar bem perturbado nas redes sociais. Aparentava de fato ser desequilibrado.
A história começa de fato em 05 de julho, data em que Adélio desembarca em Santa Catarina. Nesse dia, ele fez uma hora de tiro no Clube .38, em São José. A aula custa
R$600, um valor alto para uma pessoa desempregada.

A imprensa noticiou que esse clube de tiro era frequentado pelos filhos de Bolsonaro. Eduardo, por exemplo, esteve lá em 18 de maio. O que a imprensa não noticiou é que Adélio ficou em Santa Catarina até 20 de Agosto, e de lá foi para Juiz de Fora.

Agora a história começa a ficar interessante: sabe quem desembarcou para um final de semana inteiro no Clube .38 logo depois de Adélio passar por lá? Carlos Bolsonaro. Ele chegou no clube no dia 07 de julho:

E continuou lá no dia 08 de julho:

Não contente, permaneceu no clube no dia 09:

Aqui começa a teoria de fato. Ninguém fica 24 horas dentro de um clube de tiro. Nesses dias, Carlos e Adélio estiveram nos mesmos espaços, possivelmente compartilhando de armas similares e montando um plano. Sim, é esse plano mesmo que você pensou.

O crime seria perfeito. Adélio, isolado por 45 dias em uma casa alugada de Santa Catarina, poderia planejar tudo. Prova disso é que ele estava em uma manifestação contra Michel Temer em 02 de Agosto, em Florianópolis.

Naquele fim de semana Carlos daria as diretrizes, e eles decidiriam, por exemplo, que Adélio usaria uma faca, e não uma arma. Adélio jamais conseguiria chegar com uma arma perto de Bolsonaro durante um compromisso de campanha, com o candidato sendo protegido pela PF.
Segundo inquérito da Polícia Federal, Adélio Bispo tinha experiência com manejo de facas.

Esse amigo não sabia para que Carlos precisava de alguém assim. Mas poderia ter dito que tinha um ex funcionário que chegou a militar pelo PSOL e depois passou a seguir a cartilha conservadora, com o adicional de ter passado por conversão religiosa e se vender como missionário.

Era o nome perfeito para jogar qualquer coisa nas costas da esquerda. Outra evidência de que tudo pode ter sido combinado desde julho é que em julho Carlos Bolsonaro se recusou concorrer a deputado pelo PSL.

Seria uma vitória fácil, com recorde de votação. Mas Carlos Bolsonaro já planejava, àquela época, assumir a vaga do pai. Para isso, teria se acertado com Adélio. Sim, o plano de Carlos Bolsonaro era ser presidente do Brasil. O roteiro seria absolutamente perfeito:

• Jair Bolsonaro levaria uma facada na véspera da data patriótica por excelência e morreria no hospital.

• Carlos Bolsonaro anunciaria, aos prantos, a morte do pai. O Brasil se comoveria nos dias posteriores.

• Carlos, no processo de velório e enterro, se levantaria como o “único nome disponível”. Nem os irmãos entenderam por que Carlos desistiu de concorrer à deputado federal, e até a eleição Bolsonaro se ressentia de não ter um grande puxador de votos no Rio de Janeiro.

Aí entra outro fato: Carlos Bolsonaro nunca acompanhava as viagens do pai, mas na de Juiz de Fora acompanhou. Mais do que isso: a viagem de Juiz de Fora a foi a ÚNICA em que Bolsonaro passou pelo meio do público.

Bolsonaro estava se precavendo e falando em palcos separados, como aconteceu no Acre uma semana antes. Por influência dos militares da campanha, espacialmente o General Heleno, Bolsonaro passou a tomar mais precauções.

Menos em Juiz de Fora, onde Carlos estava junto e pode ter convencido o pai a ser carregado pelo meio da multidão, coisa que ele fazia habitualmente antes da campanha.

O próprio Carlos faz questão de falar que estava com o pai lá.

Agora, vamos para o dia da facada. Adélio tinha alugado uma casa em Juiz de Fora, estava tudo certo lá. O plano era perfeito: Carlos convenceria o pai a andar pela multidão, e Adélio seria colocado perto de Bolsonaro por Carlos.

Há indícios disso nesse vídeo, gravado logo antes da facada. Carlos teria trazido Adélio para o ultimo pelotão de proteção a Bolsonaro e dado as instruções: “pede pra ir cumprimentar ele”. Ao pedir pela primeira vez, o segurança falou “agora não dá”.

Depois Adélio chegou mais perto e esfaqueou Bolsonaro. Reparem que a facada não saiu do jeito que Adélio queria. Assim que esfaqueou Bolsonaro, Adélio se desequilibrou. Da maneira como a faca entrou, a intenção não era só esfaquear Bolsonaro: era rasgar a barriga do presidente.

Se Adélio fizesse isso, Bolsonaro não teria chance. Mas o desequilíbrio impediu o segundo movimento e ainda proporcionou aquela cena em que a faca aparece de pé, sem sangue, logo após o atentado (o que é normal, facada é que nem corte na mão, começa a sangrar um pouco depois).

Cheguei no limite da thread original, vou botar mais algumas coisas aqui aos poucos.

Graças ao bom atendimento do SUS (com essa Carlos Bolsonaro não contava), incluindo um especialista em cirurgia vascular que foi providencial no salvamento de Bolsonaro, o presidente foi salvo.

Por linhas tortas, o atentado deu certo. Serviu de álibi pra Bolsonaro não participar de debates. Fez com que Bolsonaro fosse o assunto único da eleição. O atentado ajudou a eleger Bolsonaro. E parecia que a verdade nunca viria à tona. Até que…

Aparece um personagem: Gustavo Bebbiano. Vocês já repararam que as rusgas de Carlos Bolsonaro com Mourão começaram exatamente depois que Bebbiano foi demitido do cargo de Secretário da Presidência?

O alerta vermelho para Carlos foi esse sinal, dado por Bebbiano na entrevista que ele deu à Jovem Pan logo após a demissão:

Nessa entrevista, Bebbiano deu um sinal de que:
1) sabia da verdade,
2) ia espalhar a história

Carlos já desconfiava do comportamento de Bebbiano. Por isso passou a atacá-lo. Mas não achou que Bebbiano soubesse de toda a conspiração. A questão é: como Bebbiano ficou sabendo? No dia do atentado.

Enquanto todo mundo se dirigiu à Santa Casa de Juiz de Fora, em desespero pela condição médica de Bolsonaro, Bebbiano foi até a delegacia resolver as questões legais. Ele foi o único do staff da campanha de Bolsonaro a ter contato com Adélio após o atentado.

Adélio, surpreso por ter estar vivo (Adélio tratava o atentado como algo suicida, não achava que sairia vivo com aquele aparato de segurança), contou por que quis matar Bolsonaro.

Bebbiano achou que não devia tornar aquilo público porque prejudicaria a eleição, mas sempre falava coisas estilo “ih vocês não sabem de nada do que está acontecendo aqui”. Carlos começou a ficar desconfiado daquilo.

Depois de ser demitido, Bebbiano contou a verdade para Mourão. Nos dois meses em que estiveram convivendo juntos no Planalto (Mourão é muito próximo da ala militar que assessora o presidente), ambos conviveram quase sem rusgas.

Mourão inclusive assumiu posição pró Bebbiano internamente quando Carlos passou a atacá-lo. Mourão interpelou Carlos Bolsonaro, duvidando que aquilo fosse verdade. Carlos reagiu de forma completamente descontrolada e começou a atacar sistematicamente o General Mourão no Twitter.

Mourão, que não tinha dado nenhum crédito pra história, começou a desconfiar de Carlos. E foi dar uma olhada nos papéis da investigação na PF.

Sendo um militar experiente, Mourão percebeu logo de cara que alguém tinha feito com que aquelas investigações parassem. Alguém que tinha interlocução dentro da PF. Possivelmente um dos filhos do Bolsonaro? Mourão acreditou em Bebbiano e Carlos ficou sabendo.

Carlos, em reação, começou a dizer que Mourão estava inventando mentiras e conspirando contra o governo. Usou todo mundo que estava ao seu alcance pra isso: Olavo, sua turba na Internet, até mesmo alguns deputados mais influenciáveis.

Isso despertou o alerta vermelho entre os não militares do governo. Por isso o Feliciano entrou com aquele pedido bizarro de impeachment do Mourão.

Acharam um problema na minha teoria: Carlos não poderia substituir Bolsonaro, porque é filiado ao PSC – e não ao PSL. Mas nada impede Carluxo de estar agindo sob comando de alguém que SIM, podia substituir Bolsonaro.

Quem é que
1) Poderia substituir Bolsonaro
2) Poderia parar uma investigação da PF?
Eduardo Bolsonaro tem só 34 anos. O único que sobrou foi Flávio Bolsonaro.

Sim, foi uma ação conjunta entre os três irmãos.

Quando Bebbiano e Mourão descobriram o esquema, Carlos surtou. Porque Adélio não sabia nada sobre Flávio e Eduardo: pra Mourão e Bebbiano, Carlos era o mandante.

Agora Carlos tinha um conflito imenso: se entregava sozinho ao ser descoberto ao apontava os verdadeiros mandantes, seus irmãos? Foi aí que ele sumiu e passou três dias com a senha do Twitter do pai no clube de tiro 38.

Era um plano perfeito demais: Bolsonaro morria, e os três filhos de Bolsonaro usariam o mito do pai que teria sido “o melhor presidente do Brasil” para se revezarem na presidência pelos próximos 24 anos.

À partir daí, existiriam três eixos de trabalho: Flávio trabalhava com as milícias e os conservadores evangélicos no Rio. Eduardo trabalhava organizando a campanha nacional de SP e angariando o apoio de empresários. Carlos se responsabilizaria pela campanha via WhatsApp.

Não é à toa que o núcleo militar disse inúmeras vezes para Bolsonaro se afastar dos filhos e de Olavo de Carvalho. O governo Bolsonaro está sob ultimato: Mourão tem o dossiê sobre Carlos em mãos. Carlos está desesperado. Eduardo falou no Twitter que “a guerra só está começando”.

Flávio deu entrevista desafiando o MP. E ninguém sabe até onde os filhos de Bolsonaro são capazes de ir em sua ânsia de poder e de implantação de um projeto messiânico olavista.”

Autor: Mohammed Al-Khwarizmi @al_Khwariizmi

Um comentário em “NOVA TEORIA DA CONSPIRAÇÃO! ISSO É UMA OBRA DE FICÇÃO

  1. E a coincidência de que o vendedor de pipocas que assassinou, sozinho, dois delegados federais que investigavam o assassinato do Teori Zavascki, em uma “briga de rua” em Florianópolis, frequenta esse mesmo clube de tiro?

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